Pois é! Finalmente alguém mete em gráfico o porquê de a FC clássica ainda hoje apelar mais aos novos (e não tão novos) leitores do que a moderna. Claro que isto é uma generalização grosseira com tudo o que isso implica mas mesmo assim cliquem no link para ver se, pelo menos na questão do afamado sense of wonder, não concordam.
Classic vs. modern SF
2009-07-23
2009-07-09
A matriz literária
Prometo que um dia destes volto ao assunto com mais profundidade visto que de momento o tempo escasseia por estas bandas. No entanto não quero deixar de colocar aqui a nota como que a mote: porque razão sempre que se discute a «saúde» da FC se envereda quase exclusivamente pela matriz literária como se a FC se resumisse a unicamente a livros nas prateleiras?
Discute-se as casas editoriais que não arriscam e não publicam, os autores que não escrevem fora das intermináveis séries nem arriscam outros templates, os leitores que ano após ano parecem desaparecer num triângulo das Bermudas... enfim e com toda essa fúria e trovoada ninguém parece notar que a FC se mudou há muito para outras áreas.
Podemos vê-la em viço e pujança nos videojogos como Fallout 3 ou Bioshock ou ainda Mass Effect. Podemos vê-la nos animes e nas mangas, nas inúmeras BDs europeis e nos comics USA, podemos até ouvi-la pela mão de vários músicos de várias latitudes desde o ambiente ao metal. E nem me façam falar do cinema, desde o projecto mais comercialóide ao mais independente mas nessa área já a FC vinha desde há alguns anos a dar cartas. E por fim as séries de TV que desde os Star Trek e Space: 1999 evoluíram para uns extraordinários Battlestar Galactica ou Firefly para só citar dois exemplos.
Com tudo isto quem é que ainda se importa (e tem tempo) para andar a ler o quinquagésimo livro duma qualquer prolixa série?
Discute-se as casas editoriais que não arriscam e não publicam, os autores que não escrevem fora das intermináveis séries nem arriscam outros templates, os leitores que ano após ano parecem desaparecer num triângulo das Bermudas... enfim e com toda essa fúria e trovoada ninguém parece notar que a FC se mudou há muito para outras áreas.
Podemos vê-la em viço e pujança nos videojogos como Fallout 3 ou Bioshock ou ainda Mass Effect. Podemos vê-la nos animes e nas mangas, nas inúmeras BDs europeis e nos comics USA, podemos até ouvi-la pela mão de vários músicos de várias latitudes desde o ambiente ao metal. E nem me façam falar do cinema, desde o projecto mais comercialóide ao mais independente mas nessa área já a FC vinha desde há alguns anos a dar cartas. E por fim as séries de TV que desde os Star Trek e Space: 1999 evoluíram para uns extraordinários Battlestar Galactica ou Firefly para só citar dois exemplos.
Com tudo isto quem é que ainda se importa (e tem tempo) para andar a ler o quinquagésimo livro duma qualquer prolixa série?
2009-06-26
2009-06-01
Os génios são difíceis de aturar

Calculo as agruras de viver no dia-a-dia com um génio: Bach, Mozart, Einstein e... Hideo Kojima.
O problema é que enquanto os outros já estão mortos e muito provavelmente só chateavam a carola às caras-metades, o Kojima está vivo, recomenda-se e chateia a carola a milhares de fãs.
Isto tudo porque desde há duas semanas que provoca, titila, e faz-nos babar com sites atrás de sites de countdowns. Estamos todos ansiosamente aguardando pelas revelações que o próprio diz que fará na E3 amanhã enquanto, pela socapa, vai levantando a ponta do véu em consecutivos sites.
Ora vejam só a mais recente amostra para terem uma ideia de até onde pode ir o termo enigmático.
E não se esqueçam da máscara...
2009-05-30
2009-04-12
É uma pena

É uma pena que os filmes de FC estejam logo à partida condenados ao ridículo da datação. Uma pena porque alguns deles são metáforas para o presente e como tal um comentário social ao mundo da época em que são criados.
Mas como conseguir dissociar o comentário social do kitsch de ver relógios de LEDs, monitores CRT ou aquelas togas prateadas que aparentemente os costume designers pensam que todos no futuro vão usar? Já para não falar dos penteados?
Uma solução foi adoptada por Spielberg que empregou uma trupe de designers para lhe criar o look para Minority Report. Será que conseguiram? O tempo o dirá mas a verdade é que ecrãs de toque suspenso no ar já começam a ser realidade.
2009-04-01
Esperança

Segundo o mito, Pandora tinha consigo a caixa onde estavam guardadas todas as aflições humanas. Um dia, por curiosidade, abriu-a deixando-as escapar, excepto a Esperança que estava no fundo da caixa. Daí que a humanidade conserva a Esperança como algo que a pode libertar das suas aflições.
E esperança, de facto, deve ter sido o que sentia quem andou a colocar papelinhos nos limpa-párabrisas dos carros estacionados no Campo Pequeno.
Senão como justificar o papelinho de Compro Carros Usados: tel. 969****** colocado no párabrisas dum Mercedes-Benz CLS 350 de 2008?
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